Governo de Tóquio pede que crianças não bebam água da torneira

Autoridades de Tóquio detectaram uma concentração alta de iodo considerada prejudicial a saúde

Efe,

23 de março de 2011 | 04h05

     

 

 

TÓQUIO - O governo de Tóquio aconselhou nesta quarta-feira, 23, as crianças a não beberem água da torneira por ter registrado níveis de iodo radioativo superiores ao limite aconselhável para o consumo no caso de menores.

 

As autoridades de Tóquio detectaram uma concentração de iodo de 210 becquerel por quilo na usina de Kanamachi - que abastece as regiões central e oeste da capital japonesa -, acima do limite de 100 becquerel por quilo considerado seguro para as crianças.

 

Veja também:

blog Twitter: Siga a correspondente Cláudia Trevisan, que está no Japão

especial Infográfico: Entenda o terremoto maiores tragédias dos últimos 50 anos

especial Especial: A crise nuclear japonesa

documento Relatos: envie textos, vídeos e fotos para portal@grupoestado.com.br

som Território Eldorado: Ouça relato do embaixador e de brasileiros no Japão

blog Arquivo Estado: Terremoto devastou Kobe em 1995

 

Segundo o Ministério de Educação e Ciência japonês, o limite de iodo na água corrente, no caso dos adultos, é de 300 becquerel por quilo.

 

No último sábado, o governo japonês havia reconhecido que detectara indícios de iodo radioativo na água de Tóquio e em seus arredores, embora em níveis muito abaixo do limite legal.

 

Nesta quarta-feira, o Executivo japonês recomendou que não sejam consumidas verduras como espinafre, brócolis e couve produzidas na província de Fukushima, onde está localizada a usina nuclear na qual se luta para conter o vazamento radioativo desde o terremoto do dia 11.

 

Além disso, foi pedido que a população não consuma leite e salsinha da província vizinha de Ibaraki devido a níveis de radiação superiores ao normal.

 

Segundo indicou em entrevista coletiva Yukio Edano, porta-voz do Executivo japonês, se trata de uma medida de precaução.

 

 

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.