Governo de transição toma posse na Líbia

O Conselho Nacional de Transição nomeou ontem um governo de transição na Líbia, que terá a difícil tarefa de reconstruir e unificar o país destruído por oito meses de guerra civil.

TRÍPOLI , O Estado de S.Paulo

23 de novembro de 2011 | 03h03

O anúncio coincidiu com a primeira visita à Líbia do promotor do Tribunal Penal Internacional, Luis Moreno-Ocampo, a quem o governo líbio confirmou sua intenção de julgar Saif al-Islam Kadafi, filho do líder deposto, no país. Saif foi capturado no sábado por milicianos no sul da Líbia e está sendo mantido preso na cidade de Zintan, nas montanhas a sudoeste da capital, Trípoli, Ele é acusado pelo TPI de crimes contra a humanidade.

O governo anunciado pelo primeiro-ministro Abdel Rahim al-Kib conta com 24 ministérios, alguns deles novos, como o dos Mártires, Feridos e Desaparecidos ou o da Sociedade Civil. "Posso tranquilizar a todo o mundo: toda Líbia está representada no governo", disse o premiê durante entrevista coletiva.

Pelo menos dois ministérios ficaram nas mãos de ex-rebeldes que combateram o regime de Kadafi: Osama Juili, um ex-comandante rebelde de Zintan, foi nomeado ministro da Defesa, e Fauzi Abdelal, da localidade de Misrata, ministro do Interior.

O desconhecido Ashur ben Khayal será o ministro de Relações Exteriores e Abdelrahman ben Yaza passará a administrar o Ministério de Petróleo e Gás, crucial para o país.

O advogado Fathi Terbel, membro do Conselho Nacional de Transição cuja detenção em 15 de fevereiro desatou o levante popular em Benghazi (leste) que se estendeu por toda a Líbia, foi nomeado ministro da Juventude e Esportes.

O governo de transição terá como uma de suas missões preparar eleições constituintes em um prazo de oito meses, que serão seguidas por eleições gerais um ano depois. Em um comunicado, o novo governo assegurou que sua prioridade é "a segurança, a estabilidade e a volta à normalidade do país". / AFP e AP

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