Governo decide encerrar retirada em massa de brasileiros do Líbano

O Ministério das Relações Exteriores confirmou nesta quarta-feira em Brasília o fim das operações de transporte em massa de brasileiros do Líbano. De acordo com o embaixador Everton Vieira Vargas, chefe de gabinete do ministro e um dos coordenadores do Grupo de Apoio aos Brasileiros no Líbano, o último vôo procedente de Damasco, na Síria, deixou a cidade nesta quarta-feira, com 254 passageiros, e chega a São Paulo na madrugada desta quinta-feira.Mais dois vôos estão programados a partir de Adana, na Turquia: um deles sai da cidade nesta quinta-feira, com 150 pessoas, e o último na próxima semana, ainda sem dia confirmado. AssistênciaA partir daí, Vargas disse que os consulados e embaixadas brasileiras na região vão prestar "toda a assistência necessária" aos brasileiros, mas ficam encerradas as operações de retirada em massa.O embaixador fez um balanço das três semanas de operações. No total, 2.676 pessoas foram retiradas do Líbano, das quais 2.155 retornaram ao Brasil. Em 12 vôos da Força Aérea Brasileira (FAB) vieram 1.413 passageiros, 488 vieram em dois vôos operados pela TAM e pela Gol e 254 no vôo da BRA.O custo total para o Itamaraty foi de US$ 640 mil, sem contar os gastos da FAB e o combustível fornecido pela Petrobras.Por terraO último comboio terrestre deixa o Líbano na sexta-feira, com cerca de 100 pessoas. Nesta quarta-feira dois ônibus saíram do Vale do Bekaa para Damasco com 99 pessoas, de uma lista de 123 que haviam se registrado para viajar.Nas viagens organizadas para retirar brasileiros do Bekaa era grande o número de pessoas que se registravam e depois não apareciam para embarcar nos ônibus. Em geral apenas pouco mais de 50% viajaram.?Desta vez conversamos mais com as pessoas, explicamos que muitas dificuldades estavam sendo criadas por conta disso, e conseguimos embarcar 99 das 123 pessoas inscritas?, diz Haimur.Ele explica que atualmente há registro de cerca de 50 pessoas interessadas em deixar o país. ?Estamos ainda fazendo contatos e acho que talvez a gente chegue a umas 100 pessoas. Aí com mais uma viagem devemos conseguir tirar todo mundo que, por ora, quer ir?, diz.Oito brasileiros foram mortos no Líbano - um deles um soldado do Hezbollah - e todas as operações de transporte ocorreram sem incidentes.

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