Governo denuncia atentado contra oposicionista Capriles

O presidente interino da Venezuela, Nicolás Maduro, disse hoje que as forças de segurança descobriram um suposto plano para atentar contra a vida do candidato presidencial oposicionista, Henrique Capriles. Em ato em um teatro da capital Caracas, Maduro afirmou que "foram detectados planos da ultradireita vinculada ao grupo de Roger Noriega (ex-subsecretário de Estado) e Otto Reich (ex-diplomata) nos Estados Unidos para fazer um atentado contra o candidato presidencial da oposição".

Agência Estado

13 de março de 2013 | 21h34

Maduro disse ainda que o governo colocou à disposição de Capriles toda a proteção policial "para garantir sua tranquilidade, sua vida, seus direitos políticos e fazer a campanha eleitoral que tiver de fazer".

A denúncia governista ocorre um dia depois que membros do comando da campanha oposicionista afirmaram que Capriles não fui ao Conselho Nacional Eleitoral (CNE), na terça-feira, para inscrever sua candidatura porque recebeu informações sobre um suposto plano para atacá-lo quando chegasse ao organismo eleitoral.

Já na campanha eleitoral surgiu uma nova disputa entre governo e oposição: Simón Bolívar, o herói nacional que foi o principal símbolo do movimento instaurado pelo falecido presidente Hugo Chávez. Em uma manobra audaz, a equipe de Capriles anunciou que batizou seu comando de campanha como "Libertador Bolívar".

A medida rendeu ferozes críticas do governo e de familiares de Chávez, que acusaram seus adversários de utilizar e inclusive profanar o nome do herói sul-americano. As informações são da Associated Press.

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