Governo diz que 95 pessoas morreram no Egito

A polícia do Egito usou veículos blindados, tratores e helicópteros para desmantelar dois pontos de protesto de partidários do presidente deposto do país, Mohammed Morsi, no Cairo, o que resultou em confrontos de rua na capital e em outras cidades do país.

Agência Estado

14 de agosto de 2013 | 12h17

O Ministério da Saúde elevou o número de mortos para 95 e informou que 874 pessoas ficaram feridas em todo o país. O presidente Adly Mansour declarou estado de emergência em todo o território egípcio por um mês, dando às Forças Armadas a responsabilidade de "tomar todas as medidas para proteger propriedades públicas e privadas e as vidas dos cidadãos", segundo comunicado lido na televisão estatal. As Forças Armadas devem apoiar a polícia na ações para restaurar a ordem e a lei no país.

As ações nas praças Raba''a al Adiwiya e Nahda paralisaram o Cairo, as principais vias foram fechadas e há tanques nas ruas, na medida em que o governo se prepara para uma retaliação de partidários da Irmandade Muçulmana. Os líderes do grupo prometeram convocar seus partidários para uma passeata até prédios do governo caso os dois pontos de protestos fossem atacados.

Imagens fornecidas pela televisão estatal e pelo escritório de imprensa da Irmandade mostram fumaça no ar, helicópteros fazendo sobrevoos, francoatiradores do governo nos telhados e grande quantidade de manifestantes sendo detido pela polícia. Elas também mostram corpos ensanguentados sendo levados para um hospital de campo montado pela Irmandade em Raba''a. Dow Jones Newswires e Dow Jones Newswires.

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