Governo do Bahrein proíbe manifestações

O governo do Bahrein impôs ontem uma proibição a protestos populares e ameaçou processar grupos que promovam manifestações e embates violentos no país. A medida, anunciada pelo Ministério do Interior, é a mais importante tentativa de conter o levante contra o governo desde que leis marciais entraram em vigor, após os primeiros meses da onda de violência, que começou em fevereiro de 2011 e já causou mais de 50 mortes.

MANAMA, O Estado de S.Paulo

31 de outubro de 2012 | 02h04

A ordem aumentou a pressão sobre grupos políticos ligados à maioria xiita do Bahrein, que têm liderado os protestos em uma tentativa de aumentar sua influência no país, dominado pela minoria sunita. Medidas mais duras contra os opositores podem causar complicações para Washington e outros aliados ocidentais que apoiam a monarquia do Bahrein.

Os EUA têm importantes laços militares com o país, onde fica ancorada a 5.ª Frota da Marinha americana. A Casa Branca tem apelado às autoridades locais que busquem o diálogo para diminuir as tensões.

Os xiitas representam cerca de 70% da população de 525 mil bareinitas, mas alegam que são vítimas de discriminação e não podem ocupar cargos políticos e de segurança. O país é uma monarquia governada com mão firme do rei sunita Hamad bin Isa al-Khalifa. / AP

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.