Governo do Bahrein proíbe protestos e eleva repressão

O governo do Bahrein anunciou hoje a proibição de manifestações públicas e determinou um toque de recolher na Praça Pérola e no distrito financeiro da capital do país, Manama, onde ocorriam protestos por reformas políticas no país. Hoje, mais cedo, as tropas de segurança retiraram à força manifestantes desses locais.

AE, Agência Estado

16 de março de 2011 | 10h20

O toque de recolher valerá a partir de hoje, das 16 horas às 4 horas, por tempo indeterminado, de acordo com informações transmitidas na televisão estatal por um porta-voz do Exército. Manifestações, marchas e outros tipos de protesto também estão proibidos em toda a nação.

Hoje, as forças de segurança lançaram uma brutal repressão aos manifestantes na Praça Pérola. Segundo testemunhas, pelo menos dois manifestantes foram mortos. Já Khalil Marzouk, vice-chefe do movimento al-Wefaq e membro do Parlamento, confirmou três manifestantes mortos nesta quarta-feira.

O Ministério do Interior afirmou que dois policiais foram mortos durante a ação na praça. Outro membro das forças de segurança morreu um dia após ser atropelado por um manifestante em Sitra, no sul do país.

A polícia começou a agir às 7 horas (horário local), com gás lacrimogêneo para expulsar as pessoas da praça de Manama. Os manifestantes são em geral muçulmanos xiitas, maioria no país governado pela dinastia sunita Al Khalifa.

Ontem, o rei Hamad decretou estado de emergência, dando aos militares poderes amplos para acabar com os protestos. No início da semana, chegaram tropas de outros países do Golfo Pérsico, sobretudo da Arábia Saudita, para auxiliar as forças do Bahrein a conter as manifestações e resguardar importantes instalações de energia, entre outras. As informações são da Dow Jones.

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