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Governo do Chade diz que tomou controle da capital

Rebeldes afirmam que deixaram a cidade voluntariamente para que a população tenha chance de deixar o local

Agências internacionais,

04 de fevereiro de 2008 | 09h14

O governo do Chade informou nesta segunda-feira, 4, que suas tropas conseguiram derrotar os rebeldes que entraram em Ndjamena no domingo, e que impuseram seu controle sobre toda a cidade, segundo o canal de televisão catariana Al-Jazira. Os rebeldes do Chade afirmaram que se retiraram voluntariamente da capital do país.   Veja também:  Chega a Paris avião de estrangeiros repatriados do Chade   Não está claro se eles sucumbiram ao poder de fogo dos helicópteros e dos tanques das forças governamentais. De acordo com o porta-voz dos rebeldes, Abderaman Koulamallah, "nós decidimos nos retirar para dar à população uma chance para sair (da capital)". Dezenas de civis ficaram feridos nos confrontos que começaram sábado, quando os rebeldes tentaram derrubar o presidente Idriss Deby.   O chefe de Estado se negou reiteradamente a deixar o país, apesar do ataque à capital, e acredita-se que permanece entrincheirado no Palácio Presidencial junto com forças leais.   Os rebeldes, que já haviam tentado tomar a capital e dar um golpe em 2006, acusam Déby de favorecer sua família e amigos, além de desviar o lucro da produção de petróleo, que vem sendo desenvolvida por um consórcio liderado por empresas americanas.   Com cerca de 2.500 homens, a ofensiva rebelde a Ndjamena obrigou a França e outros países a montarem operações de emergência para tirar seus cidadãos do país. Dos cerca de 1,5 mil franceses que vivem no Chade, mais de 500 foram levados para Gabão, Camarões e Nigéria. O grupo britânico Oxfam, cujos empregados estrangeiros deixaram a capital, fez ontem um alerta dizendo que o confronto poderia minar os esforços para proteger os refugiados e deslocados internos no leste do país.   Um Airbus militar francês pousou na noite de domingo no aeroporto Charles de Gaulle de Paris com 202 estrangeiros retirados do Chade, em sua maioria franceses, no que foi o primeiro de vários vôos que serão fretados pela França para repatriar seus cidadãos que estão no país africano.   Os ministros franceses de Assuntos Exteriores, Bernard Kouchner, e de Defesa, Hervé Morin, foram ao aeroporto receber os evacuados, dos quais 130 eram franceses, segundo fontes oficiais. Kouchner disse à imprensa que nesta mesma tarde deve chegar a Paris outro avião com 400 ou 500 outros estrangeiros que também procederão de Libreville, capital do Gabão, aonde os repatriados tinham sido levados a partir de Ndjamena para escapar do conflito no Chade.

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