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Governo do Curdistão iraquiano entrega a Bagdá 1,4 mil prisioneiros do EI

Este é o primeiro rodízio de um grupo de 2,4 mil terroristas que serão entregues às autoridades iraquianas

EFE, O Estado de S.Paulo

23 Dezembro 2018 | 17h51

MOSSUL (IRAQUE) - O Governo da região do Curdistão iraquiano (norte) anunciou neste domingo que entregou mais de 1,4 mil presos do grupo terrorista Estado Islâmico (EI) ao Governo iraquiano para que sejam processados em Bagdá.

O coordenador de Advocacia Internacional do Governo curdo, Dindar Zebari, disse à Agência EFE que este é o primeiro rodízio de um grupo de 2,4 mil terroristas que serão entregues às autoridades iraquianas no marco da coordenação entre ambos os executivos. 

"Entre os presos que permanecem no Curdistão há um número de terroristas procedentes da própria região, mas outros são de outras províncias e estão à espera de uma sentença em casos de terrorismo", disse Zebari.

O responsável afirmou que o Governo curdo pediu à ONU que supervisione a mudança dos presos e especificou que "há coordenação e visitas contínuas" de parte do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) às prisões do Curdistão.

A maioria dos presos que foram entregues às autoridades iraquianas procede das províncias de Al Anbar, Saladino, Diyala e Kirkuk e estavam sob investigação e ainda não tinham sido julgados.

No entanto, Zebari especificou que os presos que já foram sentenciados "serão transferidos às prisões da região curda".

O anúncio do Governo curdo ocorre depois que a Human Rights Watch (HRW) denunciou neste domingo que dezenas de jovens que foram julgados no Curdistão enfrentam o risco de voltar a serem detidos e processados pelas autoridades iraquianas pelo mesmo crime devido à falta de coordenação entre ambos os entes.

Esta situação atualmente só afeta 20 menores que foram libertados depois de cumprir uma condenação por acusações relacionadas ao terrorismo em prisões curdas, mas segundo a "HRW", pode afetar centenas de pessoas em breve.

A "HRW" especificou que a justiça curda é mais indulgente do que a iraquiana em casos de terrorismo e aplicou sentenças "significativamente mais curtas". 

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