Thomas Hartwell/Arquivo/AP
Thomas Hartwell/Arquivo/AP

Governo do Egito condena decretos religiosos de morte

Nestes documentos, clérigos muçulmanos radicais pedem a morte de líderes da oposição

Agência Estado

07 de fevereiro de 2013 | 14h40

CAIRO - O primeiro-ministro do Egito, Hesham Kandil, condenou decretos religiosos de clérigos muçulmanos radicais que pedem a morte de líderes da oposição e diz que o governo está considerando uma ação legal contra eles.

A agência de notícias estatal disse que Kandil alertou nesta quinta-feira, 7, que esses decretos poderão levar à "sedição e perturbação".

Um dia antes, o líder da oposição mais proeminente do Egito, Mohamed ElBaradei, chefe da Frente de Salvação Nacional, criticou o silêncio do governo sobre os decretos. Uma fonte de segurança disse que a casa de ElBaradei foi colocada sob observação para a proteção dele.

Em um decreto, o clérigo ultraconservador Mahmoud Shaaban disse que a liderança da Frente de Salvação Nacional está "colocando o Egito em chamas para ganhar poder e que o veredicto da lei de Deus contra eles é a morte."

A Al-Azhar, instituição teológica sunita, e a Irmandade Muçulmana, do presidente egípcio Mohamed Morsi, também condenaram os decretos.

As informações são da Associated Press

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