Governo do Equador declara estado de emergência

O presidente do Equador, Rafael Correa, disse que os amplos protestos que ocorrem no país hoje são uma tentativa da oposição desestabilizar o seu governo. Ele afirmou que uma tentativa de golpe de Estado está em curso e que recebeu apoio dos presidentes do Chile, do Peru e da Venezuela, além do secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza. Correa falou de um hospital, para onde foi levado após ter inalado gás lacrimogêneo enquanto tentava falar com policiais em greve. Logo após os comentários de Correa, o governo equatoriano declarou estado de emergência.

AE, Agência Estado

30 de setembro de 2010 | 16h04

"Nós não deixaremos a ordem constitucional ser rompida. Nada irá parar a revolução cidadã", disse Correa. Mais cedo, policiais e militares da Força Aérea entraram em greve e começaram os protestos contra o governo após o Congresso ter aprovado uma lei que pode afetar os benefícios a policiais e militares. As manifestações rapidamente se alastraram para outras regiões do Equador, levando a bloqueios nas rodovias, tumultos, saques nos supermercados e roubos a bancos.

"É claro que essa é uma tentativa de desestabilizar o governo", disse Correa. Enquanto isso, o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, Florêncio Ruiz, apelou à polícia para que cesse imediatamente os protestos, os quais ele disse poderão levar a um "banho de sangue". Correa também afirmou mais cedo que considera seriamente dissolver o Congresso. Isso significaria que ele teria que convocar novas eleições. As informações são da Dow Jones.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.