Governo do Equador revoga aumento do gás

O presidente Gustavo Noboa e o líder indígena Antonio Vargas trocaram apertos de mãos nesta quarta-feira após assinar acordo para pôr fim a nove dias de levante nacional decretado pelos indígenas. O levante deixou quatro mortos e vários feridos. O acordo, subscrito em uma cerimônia no Palácio do Governo equatoriano, revoga o aumento de preço do gás doméstico, que vigorava desde dezembro, e congela por um ano o preço da gasolina. Noboa, acompanhado de seus ministros, e Vargas, com seus companheiros da poderosa Confederação de Nacionalidades Indígenas (CONAIE), sentaram-se em torno de uma mesa em um dos salões da sede do governo, em cerimônia transmitida diretamente pela televisão. Não houve discursos. As autoridades e os representantes dos indígenas se limitaram a assinar o acordo de 21 pontos, informou Marcelo Santos, secretário (ministro) da Administração. Os dirigentes indígenas se comprometeram a desmobilizar os 4.000 camponeses de sua etnia que na segunda-feira da semana passada ocuparam pacificamente a Universidade Politécnica Salesiana na capital, Quito, convertida em seu quartel-general. O ministro do Governo, Juan Manrique, anunciou que ordenará a imediata libertação de todos os detidos nas manifestações indígenas, que consistiram principalmente no bloqueio de estradas, com paus e pedras, em 8 das 21 províncias do país. Tal bloqueio, inclusive da Rodovia Pan-Americana, impediu a circulação de caminhões de carga, provocando o desabastecimento de vários produtos nas cidades, entre os quais gêneros de primeira necessidade.

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