Governo do Haiti tenta barrar adoções de crianças

As imagens de milhares de crianças com fome, sede, desabrigadas e sem atendimento médico no Haiti despertaram em todo o mundo o interesse de adotá-las. Entidades especializadas em adoções internacionais e mesmo embaixadas se mobilizaram para fazer a ligação entre famílias candidatas e as crianças haitianas. Se depender do governo do Haiti, no entanto, por hora, nenhuma delas sairá do país, para evitar o risco de cometer erros e mesmo de tráfico de crianças.

AE, Agencia Estado

22 de janeiro de 2010 | 08h27

O secretário de Estado para Ajuda Alimentar e Água, Michel Chancy, informou ontem que estão suspensos novos processos de adoção internacional. Apenas aqueles que já estavam em andamento nas embaixadas em Porto Príncipe seguirão adiante. "Estamos conscientes da nossa incapacidade, neste momento, de fazer avaliação correta de cada caso", explicou Chancy. "Há um número muito grande de crianças cujos pais não sabemos onde estão."

"Aproveitando o momento emocional, muitas pessoas oferecem uma vida melhor, e há o risco de deixar-se influenciar", continuou o secretário. "Há ainda o perigo de tráfico de crianças, e por isso tomamos a medida administrativa de parar as adoções novas."

O Comitê de Direitos para as Crianças das Nações Unidas advertiu durante a semana sobre "sequestros" de órfãos haitianos que poderão ser encobertos sob a forma de adoção. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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