Bloomberg photo / Glen Carey
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Governo do Iêmen qualifica ação de separatistas no sul do país de ‘golpe fracassado’

Em nota, agência oficial de notícias 'Saba' disse que ‘as milícias desdobraram no domingo suas forças, tanques e blindados nos bairros residenciais seguros em Áden’ e atacaram ‘as instituições do Estado’

O Estado de S.Paulo

01 Fevereiro 2018 | 15h02

SANAA - O governo iemenita qualificou de "golpe fracassado" a ação de separatistas nos últimos dias, nos quais os antigos aliados se enfrentaram na cidade de Áden, no sul do Iêmen.

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Em um comunicado, a agência oficial de notícias Saba, controlada pelo Executivo, assegurou que "a capital provisória de Áden foi palco de uma tentativa de golpe contra o governo legítimo, realizada pelas milícias chamadas Conselho de Transição do Sul, comandadas pelo líder separatista e ex-governador de Áden, Eidarus al Zubeidi.

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Segundo a nota, "as milícias separatistas desdobraram no domingo suas forças, tanques e blindados nos bairros residenciais seguros em Áden". Além disso, atacaram "as instituições do Estado e, principalmente, de Justiça, bem como o edifício da secretaria-geral do Conselho de Ministros e os quartéis das brigadas de proteção presidencial".

O governo afirmou ainda que as milícias "tentaram avançar para tomar o controle do palácio presidencial de Al Maashiq" - onde reside até o momento o primeiro-ministro iemenita, Ahmed Abid bin Daguer, e todo seu gabinete -, o que causou a morte de vários guardas presidenciais "enquanto estavam cumprindo seu dever de segurança, além da morte de cidadãos inocentes".

Estas ações "vulneram os esforços para acabar com os rebeldes houthis, e servem para outras agendas que estão contra a unidade do Iêmen e da sua estabilidade", ressaltou o Executivo. A coalizão árabe comandada pela Arábia Saudita anunciou nesta quinta-feira, 1.º, a recuperação da "estabilidade e da calma" em Áden.

Os choques explodiram quando as milícias separatistas de Al Zubeidi se rebelaram contra o governo do presidente iemenita, Abd Rabo Mansur Hadi, de quem exigem que reforme o gabinete do primeiro-ministro.

As hostilidades cessaram na terça-feira depois que as partes chegaram a um cessar-fogo e após os combates que deixaram ao menos 38 mortos e mais de 200 feridos, segundo o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICR) no Iêmen.

As forças governamentais e os separatistas combatiam lado a lado os rebeldes xiitas houthis - apoiados pelo Irã -, que controlam a capital, Sanaa, e expulsaram Hadi da cidade obrigando-o a exilar-se em Riad e estabelecer o governo provisório em Áden. / EFE

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