Governo do Iraque critica prisão de iranianos por americanos

O ministro do Exterior iraquiano, Minister Hoshyar Zebari, disse nesta sexta-feira que os cinco iranianos detidos pelos Estados Unidos na quinta-feira trabalhavam em um escritório legalizado pelo governo do Iraque, que futuramente poderia se tornar o consulado iraniano na região.Os iranianos foram detidos na noite de quinta-feira por forças multinacionais que entraram no prédio e confiscaram computadores e documentos, segundo funcionários curdos que preferiram se manter anônimos por conta da sensibilidade da informação.Em comunicado oficial, os Estados Unidos disseram que os detidos são suspeitos por ataques contra civis iraquianos e forças militares. O embaixador dos EUA no Iraque, Zalmay Khalilzad, disse ainda que os iranianos capturados estavam sendo interrogados, mas não revelou suas identidades nem o objetivo da missão. Há suspeitas de que a ação seja parte do novo plano do governo Bush para o Iraque, que pretende coibir a influência do Irã no país.No entanto, segundo o porta-voz da chancelaria iraniana, Mohammad Ali Hosseini, o local ?é um escritório de relações internacionais que está esperando permissão do Iraque para operar como consulado?. O governo americano não deu detalhes sobre a operação, apenas negou que no prédio funcionasse o consulado do Irã.Segundo Zebari, as forças americanas ainda tentaram deter mais pessoas no aeroporto em Irbil, ao norte de Bagdá, iniciando um confronto contra tropas curdas. Os militares dos Estados Unidos não responderam imediatamente à acusação.Os curdos condenaram as prisões e afirmaram que as tensões entre Estados Unidos e Irã atrapalham os interesses iraquianos.Nós não queremos que o Iraque seja um campo de batalhas de outros países", disse Zebari à CNN, em entrevista.O porta-voz da presidência do Iraque, Ali al-Dabbagh, criticou a ação dos EUA. ?Queremos que as relações entre os EUA e o Irã melhorem. O território iraquiano, porém, não pode ser usado para resolver as rivalidades entre eles?. Em Teerã, o Ministério do Exterior divulgou um comunicado ?exigindo uma explicação imediata?.

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