Governo do Iraque rebate críticas ao muro de Bagdá

Autoridades americanas e iraquianas ligadas ao governo defenderam nesta segunda-feira, 23, a construção de um muro para separar uma área sunita que é cercada de bairros xiitas em Bagdá, enquanto centenas de manifestantes foram às ruas contra o que eles chamam de "grande prisão".Ao mesmo tempo, bombas no Iraque deixaram pelo menos 27 mortos e 60 feridos, disseram fontes do governo, além de um ataque a um restaurante próximo à protegida Zona Verde, em Bagdá.O porta-voz do Exército iraquiano, Qassim al-Moussawi, disse que a barreira é uma medida temporária para proteger a população e faz parte do plano de segurança apoiado pelos Estados Unidos."O plano de segurança para Bagdá envolve barreiras móveis e temporárias", disse al-Moussawi. "O principal objetivo é garantir a segurança à população e prevenir que terroristas circulem facilmente por estas áreas", acrescentou.Já os americanos dizem que o muro está sendo construído com a permissão do governo iraquiano e esperam com isso resolver parte do problema da violência sectária no país. Um dia depois da confirmação da construção do muro pelo premier iraquiano, Nouri al-Maliki, líderes sunitas e residentes criticaram a decisão, alegando que isto seria um tipo de isolamento do grupo.Centenas de pessoas foram às ruas com cartazes para criticar a construção da barreira, dizendo que eles se sentiriam "em uma grande prisão" e que seriam alvos fáceis para seus inimigos.

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