Governo do Malauí diz que gays perdoados podem ser presos novamente

Em entrevista à BBC, ministra diz que casal deve respeitar lei do Malauí e de Deus.

BBC Brasil, BBC

30 Maio 2010 | 08h42

Uma ministra do Malauí disse neste domingo que os dois homens homossexuais que foram libertados na véspera da prisão após receberem um perdão presidencial poderão ser presos novamente se não mudarem seu comportamento.

Patricia Kaliati, ministra para Gêneros e Infância, disse à BBC que os dois homens precisam responder pelos seus atos e respeitar as leis do Malauí e de Deus. Segundo ela, o Malauí não mudará suas leis que criminalizam a homossexualidade.

Steven Monjeza, de 26 anos, and Tiwonge Chimbalanga, de 20 anos, haviam sido em dezembro, quando celebraram uma cerimônia tradicional de noivado - pela primeira vez no conservador país do sul da África.

Eles foram sentenciados no dia 20 de maio a 14 anos de prisão sob a acusação de sodomia e grave atentado ao pudor.

O caso provocou uma grande revolta na comunidade internacional e gerou um debate sobre a homossexualidade no país.

O anúncio do perdão ao casal foi feito no sábado pelo presidente Bingu wa Mutharika durante uma visita do secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, a Lilongüe, capital do país.

Patricia Kaliati negou que o governo do país tenha se curvado à pressão internacional ao conceder o perdão aos dois. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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