Governo do Paquistão promete realizar eleições até fevereiro

TV estatal confirma votação para Parlamento; oposição denuncia prisão de simpatizantes durante a madrugada

Agências internacionais,

08 de novembro de 2007 | 10h27

O presidente do Paquistão, Pervez Musharraf, assegurou nesta quinta-feira, 8, que as eleições legislativas serão realizadas antes de 15 de fevereiro e prometeu deixar a chefia do Exército.   Veja também: A cronologia do estado de emergência Oposição denuncia prisão de simpatizantes    O presidente da Liga Muçulmana do Paquistão (PML, governista), Chaudhry Shujaat Hussain, confirmou a realização do pleito em fevereiro e assegurou que o estado de exceção terminará "muito em breve", informou nesta quinta-feira, a emissora Geo TV.    "As eleições poderiam ser adiadas em algumas semanas se for necessário. Estamos fazendo tudo para que o estado de exceção termine o mais rápido possível", disse Hussain, que ainda fez um apelo para que os partidos da base governista comecem os preparativos para as eleições legislativas.   Segundo a BBC, a TV estatal paquistanesa disse ainda que Musharraf renovou a sua promessa de deixar o comando das forças armadas do país quando assumir o novo mandato como presidente. Entretando, nenhuma data foi fixada para a renúncia do cargo militar.   Musharraf declarou estado de exceção no sábado, alegando uma "deterioração da lei e da ordem" no país e "ingerências" da Justiça no trabalho do governo. A declaração gerou críticas internacionais, da oposição e da ordem de advogados paquistanesa, que se manifestou nas principais cidades do país.   A líder oposicionista Benazir Bhutto, dirigente do Partido Popular do Paquistão, convocou uma manifestação contra a decisão de Musharraf para o dia 13. Seu partido denunciou a prisão de milhares de ativistas.   Segundo a BBC, o partido da ex-premiê do Paquistão, Benazir Bhutto, Partido do Povo Paquistanês (PPP), disse nesta quinta-feira que mais de 700 de seus simpatizantes foram presos em batidas pela madrugada, antecipando uma manifestação convocada para sexta-feira contra o estado de emergência decretado pelo presidente Pervez Musharraf.   Os ativistas foram levados de suas casas horas depois de o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, ter dito ao general Musharraf , em uma "conversa franca" ao telefone, que ele deveria realizar eleições o mais breve possível.   O PPP planeja um grande ato público em Rawalpindi, perto da capital do país, Islamabad, na sexta-feira. A porta-voz do partido, Farzana Raja, disse à agência de notícias Reuters que foram realizadas detenções em massa na província de Punjab, na região central do país, onde fica Rawalpindi.   O governo paquistanês negou detenções em massa, mas o chefe de polícia de Rawalpindi, Saud Aziz, deixou claro que não vai permitir a realização da manifestação.

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