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Governo do Quênia deve criar cargo de primeiro-ministro

Após pressões e ameaça de protestos, negociador afirma que novo posto é foco das conversas com a oposição

DUNCAN MIRIRI E C. BRYSON HULL, REUTERS

21 de fevereiro de 2008 | 08h38

O governo do Quênia disse nesta quinta-feira, 21, que aceitou, em princípio, criar o cargo de primeiro-ministro, cedendo às pressões da oposição e da comunidade internacional.   Veja também: Entenda o conflito no Quênia  Há preocupações de que a atual crise política no país possa detonar uma nova onda de violência, após o impasse causado pela contestada reeleição do presidente Mwai Kibaki, em 27 de dezembro. A oposição ameaçou retomar protestos de rua na próxima semana caso seus pedidos não sejam atendidos.  A violência que se seguiu ao pleito matou pelo menos mil pessoas e forçou mais de 300 mil a deixar suas casas. O negociador do governo Mutula Kilonzo disse que a criação do cargo de primeiro-ministro é o atual foco das negociações.  "Está mais ou menos acertado. O que nós estamos discutindo agora são as funções do cargo, suas responsabilidades, a natureza da nomeação", contou ele à Reuters. "Será uma medida interina." O líder da oposição Raila Odinga deverá ser o primeiro-ministro. Ele afirma que Kibaki não cumpriu no passado uma promessa de dar a ele um cargo no governo em troca de apoio nas eleições de 2002.

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