Governo dos EUA ainda não sabe se vai processar Snowden

O governo do presidente Barack Obama ainda não decidiu se vai indiciar Edward Snowden, que trabalhava para uma empresa contratada pelo governo, por vazar segredos sobre um programa de vigilância, cujo objetivo seria proteger o país se ameaças terroristas.

Agência Estado

11 Junho 2013 | 12h17

Diante da comoção mundial a respeito dos programas que rastreiam mensagens telefônicas e de internet em todo o mundo, o Departamento de Justiça continua a investigar se as informações vazadas por Snowden, de 29 anos, que era funcionário da Booz Allen Hamilton, foram um crime.

O Parlamento Europeu pretende debater o programa de espionagem norte-americano ainda nesta terça-feira e discutir se eles violam as proteções à privacidade do bloco. Autoridades da UE em Bruxelas prometeram pedir explicações para diplomatas norte-americanos durante uma reunião ministerial transatlântica, que acontece em Dublin ainda nesta semana.

As revelações de Snowden, que decidiu revelar sua identidade, chamaram a atenção para o caso. Ele fugiu para Hong Kong na expectativa de escapar das acusações criminais. A presidente do comitê de inteligência do Senado, Dianne Feinstein, acusou o jovem de cometer um "ato de traição" e que ele deve ser processado.

Autoridades da Alemanha e da União Europeia emitiram reclamações serenas, mas firmes, a respeito dos programas da Agência Nacional de Segurança (NSA, na sigla em inglês) que têm como alvo mensagens estrangeiras suspeitas - incluindo números de telefone, e-mail, imagens, vídeo e outras comunicações online transmitidas por meio de provedores norte-americanos.

O secretário de Relações Exteriores britânico, William Hague, tentou assegurar ao Parlamento que os programas de espionagem não violam as leis de privacidade do Reino Unido.

Um graduado funcionário da inteligência norte-americana, que falou em condição de anonimato, disse na segunda-feira que não havia planos para acabar com os programas que, apesar das reações, continuam a receber apoio amplo, embora cauteloso, no Congresso.

Os programas foram revelados na semana passada pelos jornais The Guardian e The Washington Post. O diretor nacional de inteligência, James Clapper, tomou uma atitude incomum ao divulgar alguns detalhes do programa, numa tentativa de ajudar o governo defender os programas como medida necessárias para proteger os norte-americanos.

Snowden, ex-funcionário da CIA, trabalhou para a NSA ao ser contratado pela da Booz Allen, onde conseguiu acesso aos programas de espionagem. Fonte: Associated Press.

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