AP Photo/Seth Wenig
AP Photo/Seth Wenig

Governo dos EUA devolverá a Nova York dinheiro usado na segurança de Trump

Acordo com Washington indenizará a cidade em US$ 61 milhões, valor gasto para proteger a residência do republicano desde a realização das eleições; na quinta, Trump visitará a cidade e deve ser recebido com protestos de ativistas que discordam de suas políticas

O Estado de S.Paulo

02 Maio 2017 | 10h51

NOVA YORK - O prefeito de Nova York, Bill de Blasio, anunciou na segunda-feira um acordo por meio do qual o governo federal se comprometeu a devolver à cidade mais de US$ 61 milhões usados no dispositivo de segurança montado em frente à Trump Tower.

"Estamos recebendo o que nos devem. Esta é uma grande notícia para nossa cidade e para os policiais que trabalharam tão duro para fazer frente a este desafio de segurança sem precedentes", afirmou o prefeito em um comunicado.

O acordo, assinado no domingo, inclui uma verba de US$ 20 milhões pelos custos assumidos desde a realização das eleições até o dia da posse presidencial de Trump, e outros 41 milhões para proteger sua residência familiar em Nova York depois de sua chegada à Casa Branca, em 20 de janeiro.

Após vários meses de negociação com membros da administração e do Congresso dos EUA, o orçamento será submetido à votação ao longo desta semana. O acordo chega como resposta a uma petição formal formulada no último mês de dezembro, pela qual a cidade solicitou a Washington que assumisse os custos da proteção a Trump e sua família.

Depois das eleições de 8 de novembro, as autoridades posicionaram um grande dispositivo de segurança em torno da Trump Tower, na Quinta Avenida de Manhattan, onde o presidente tem seus escritórios e onde ainda vivem a primeira-dama, Melania Trump, e seu filho Barron.

Segundo estes dados, o governo local gasta em média entre US$ 127 mil e US$ 146 mil por dia para que o Departamento de Polícia de Nova York proteja a casa dos Trump, apesar de o presidente já não viver na cidade. 

Visita. Nova York se prepara para receber Donald Trump na quinta-feira pela primeira vez desde a posse em janeiro, uma visita que deve gerar protestos e complicar o trânsito na cidade mais populosa dos Estados Unidos.

A viagem pode provocar uma repetição dos caóticos dois meses e meio transcorridos entre a eleição do empresário em 8 de novembro e sua posse em 20 de janeiro, quando multidões de manifestantes e admiradores se juntaram diante da Trump Tower.

Ativistas anti-Trump, alguns dos quais organizaram passeatas em toda a nação desde a surpreendente vitória eleitoral do magnata, estão planejando manifestações barulhentas para marcar a volta do empresário.

"Uma recepção muito quente está sendo planejada para o senhor Trump", disse Alexis Danzig, membro do Levante e Resista, um grupo informal de ativistas que se formou com a chegada do republicano ao poder. "Iremos com força total para expressar nossas queixas".

Os manifestantes planejam se reunir perto do Museu Intrépido Mar, Ar e Espaço, um porta-aviões fora de atividade onde Trump e o primeiro-ministro da Austrália, Malcolm Turnbull, devem ter seu primeiro encontro pessoal. Uma das últimas conversas da dupla foi um telefonema tenso em janeiro.

A polícia de Nova York não quis dar detalhes de seus preparativos para a visita presidencial e os protestos planejados para a ocasião. / EFE e REUTERS

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.