Jim Lo Scalzo /Efe
Jim Lo Scalzo /Efe

Governo dos EUA enfrenta críticas por grampos em telefones da 'AP'

Agência de notícias considera o monitoramento das ligações telefônicas 'uma intrusão massiva e sem precedentes'

O Estado de S. Paulo,

14 de maio de 2013 | 15h55

WASHINGTON - A controversa decisão do Departamento de Justiça de monitorar ligações telefônicas da agência de notícias Associated Press vem sendo condenada como uma grave intromissão na liberdade da imprensa nos Estados Unidos.

O episódio criou alvoroço em Washington e levantou questões sobre o modo como o governo de Barack Obama está balanceando a necessidade de segurança nacional com os direitos de privacidade. O procurador-geral dos EUA, Eric Holder, ordenou que agentes federais se apoderassem secretamente de registros telefônicos de repórteres e sucursais da AP num período de dois meses no ano passado, fato que foi revelado na sexta-feira.

Na segunda-feira, a AP descreveu os grampos como "uma intrusão massiva e sem precedentes" nas operações de levantamento de notícias. Em carta postada no website da agência, o executivo-chefe Gary Pruitt disse que a agência foi informada na sexta-feira que o Departamento de Justiça recolheu registros de mais de 20 linhas telefônicas alocadas para a empresa e seus repórteres.

Um artigo da AP sobre o assunto afirma que o governo não pretende dizer por que tomou essa decisão. Segundo o artigo. autoridades americanas haviam dito anteriormente que o procurador de Justiça da capital do país estava conduzindo uma investigação criminal sobre uma informação divulgada pela AP, em 7 de maio de 2012, sobre uma operação da CIA no Iêmen que impediu um complô da Al-Qaeda para detonar uma bomba em um avião com destino aos EUA. / REUTERS

 
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