Eduardo Jaramillo Castro/AFP
Eduardo Jaramillo Castro/AFP

Governo dos EUA lança nova política para agilizar deportações de imigrantes ilegais

A partir de terça-feira, aqueles que não tiverem como provar que estão no país por mais de dois anos serão imediatamente detidos

Redação, O Estado de S.Paulo

22 de julho de 2019 | 22h40

WASHINGTON - O presidente dos EUA, Donald Trump, publicou nesta segunda-feira, 22, uma medida para acelerar as deportações de imigrantes ilegais. A partir desta terça-feira, 23, agentes federais podem prender e deportar imigrantes ilegais que não tenham como provar que estão no país por mais de dois anos.

Eles não terão direito a uma audiência judicial. Até o momento, a política de deportação era geralmente aplicada a imigrantes ilegais que estivessem nos EUA durante poucas semanas e permanecessem num raio de 160 km da fronteira com o México.

O anúncio ocorre uma semana depois do governo Trump divulgar nova medida que dificulta pedidos de asilo na fronteira, ao demandar que os imigrantes já tenham entrado com pedidos de asilo ou refúgio em todos os países latinos pelos quais tenham passado, e que tais pedidos tenham sido negados.

Essa medida já começou a ter contestações apresentadas à justiça americana, e a nova política que se inicia nesta terça também já tem previsão de contestação, segundo ex-oficiais de imigração consultados pela reportagem.

Críticos alertam que a nova política, que viabiliza deportações em poucos dias, ao invés de meses ou até anos, fará com que menos imigrantes entrem com pedidos de refúgio antes de serem deportados.

No ano fiscal de 2018, o departamento de imigração expediu deportações para imigrantes que estiveram detidos durante uma média de 11 dias. Normalmente, é necessária uma média de 51 dias para retirar imigrantes dos EUA, segundo os oficiais.

Devido a agilidade da nova medida, imigrantes que se encaixem nas condições de ficar no país poderão ser detidos, pelo fato de não apresentarem documentos em ordem de imediato. Nesses casos, eles serão entitulados a uma entrevista com um oficial responsável por pedidos de asilo, caso tenham medo de retornar ao seu país de origem. / NYT

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