Governo dos EUA libera vídeo de ataque ao Pentágono

O Pentágono divulgou nesta terça-feira imagens de um vídeo dos ataques de 11 de Setembro que mostra o vôo 77, da American Airlines, colidindo contra o prédio da organização militar. O incidente deixou 184 mortos.As imagens, gravadas pelas câmeras de segurança do Pentágono, foram liberadas em resposta a um Ato de Liberdade de Informação requisitado pelo Observatório Judicial, um grupo de interesses públicos. Trecho do vídeo já tinham "vazado" para o público, mas essa é a primeira vez que o governo libera oficialmente as imagens. O avião pode ser identificado como uma fina linha branca que se colide contra o Pentágono próximo ao nível do chão. Instantaneamente, uma grande bola de fogo laranja pode ser vista, seguida por uma nuvem de fumaça negra. Em um dos vídeos, um carro da polícia do Pentágono se dirige ao local da explosão logo após a explosão.Viajando a uma velocidade estimada de 848 Km/h, o avião se chocou no lado sudoeste do Pentágono às 9h38 da manhã (horário local), momentos após as outras duas aeronaves seqüestradas derrubarem as torres gêmeas do World Trade Center, em Nova York. O ataque ao Pentágono causou um grande incêndio, matando 125 pessoas do prédio mais as vítimas que estavam abordo do avião.Teorias conspiratóriasA irmã do piloto do avião, Debra Burlingame, disse em entrevista telefônica à AP que já esperava a liberação do vídeo pelas autoridades do Pentágono. Segundo ela, no entanto, as imagens não acrescentam nenhuma nova informação sobre o que aconteceu naquele dia.Burlingame disse duvidar que a divulgação dos vídeos servirá para dissipar as várias teorias conspiratórias que rondam o episódio, inclusive a de que o Pentágono foi atingido por um míssil, e não um avião. Isso porque as imagens permitem visualizar apenas um rastro avião - elas foram gravadas por câmeras desenvolvidas para monitorar a entrada do prédio, e são muito lentas par capturar a aproximação do aeronave. O Pentágono havia recusado anteriormente outros pedidos de divulgação do vídeo, alegando que as imagens foram enviadas ao Departamento de Justiça como evidências para qualquer procedimetno criminal."Nós lutamos muito para obter esse vídeo, porque sentimos que era muito importante tornar público todas as informações sobre os atques terorristas de 11 de Setembro", disse o presidente do Observatório Judicial, Tom Fitton.

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