Governo dos EUA ordena sanções ao crime organizado

Quatro grupos, entre máfias e cartéis, estão na mira da equipe de segurança de Washington

Agência Estado

25 de julho de 2011 | 16h11

Equipe de segurança dos Estados Unidos se reuniu para discutir crime organizado

 

WASHINGTON - A administração Obama fez lobby nesta segunda-feira, 12, por sanções econômicas contra algumas das organizações criminosas mais temidas no mundo, como parte de um esforço para enfraquecer grupos que possam ameaçar os Estados Unidos. A presidência dos EUA ordenou o bloqueio de propriedades que pertencem a quatro das maiores organizações criminosas presentes em todos os continentes e de todos os que conspiram com elas.

 

As quatro organizações são a italiana Camorra, a japonesa Yakuza, o cartel mexicano das drogas Los Zetas e o Brother's Circle, uma máfia baseada em antigos países soviéticos da Eurásia mas com braços no Oriente Médio, África e América Latina. Segundo a administração americana, as medidas fazem parte de uma estratégia mais ampla para combater atividades criminosas como o tráfico de drogas, a falsificação de mercadorias e o terrorismo.

 

A estratégia dará ao Departamento do Tesouro novas ferramentas para perseguir as organizações criminosas, disse David Cohen, subsecretário do Departamento do Tesouro para o terrorismo e a inteligência financeira. Segundo ele, o avanço tecnológico das organizações criminosas é o "lado escuro da globalização", mas sua inclusão no sistema financeiro as torna alvos perfeitos para as sanções econômicas.

 

As quatro organizações têm histórias de atividades ilícitas e frequentemente violentas. A Camorra, uma das quatro máfias italianas, vende mercadorias falsificadas, incluídas roupas e software, e está envolvida no tráfico de drogas para a Europa. O comércio de falsificações movimentado apenas pela Camorra é estimado em US$ 25 bilhões por ano apenas nos EUA e na Europa.

 

O Brother's Circle é baseado em países do Leste Europeu mas está presente em quase todo o mundo e atua no tráfico de armas e de drogas e na prostituição.

 

A Yakuza tem mais de 80 mil membros e atualmente se beneficia particularmente da venda de metanfetaminas no Japão, mas também participa do tráfico de drogas e da exploração da prostituição. A atividade da Yakuza não está isolada ao Japão e o grupo também opera nos países asiáticos, europeus e nas Américas.

 

No México, o cartel do narcotráfico Los Zetas deve ter milhares de integrantes, cuja principal atividade é traficar drogas aos EUA. Muitos membros de Los Zetas foram indiciados nos EUA. O grupo é responsável por matanças no México e na Guatemala. As informações são da Dow Jones.

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