Governo dos EUA pode aumentar fatia no Citi

O governo dos Estados Unidos pode aumentar sua participação no Citigroup, em um montante que chegaria a até 40% das ações ordinárias. A informação foi divulgada na noite de ontem pelo site do Wall Street Journal. O diário não informa quando isso pode ocorrer. Segundo a reportagem, foi o próprio banco que encaminhou a proposta à administração de Barack Obama. De acordo com o texto, ainda não se sabe como a ideia foi recebida pelas autoridades. O Citigroup, que já foi o maior banco do mundo, enfrenta a mais grave crise de sua história. Na semana passada, suas ações caíram para menos de US$ 2, o menor nível em 18 anos. A desvalorização ocorreu justamente por causa dos temores de uma estatização, um tipo de operação que dilui o capital dos atuais acionistas. O governo dos EUA já detém uma fatia equivalente a US$ 45 bilhões no Citi em ações preferenciais - 7,8% do capital. Segundo o WSJ, se a proposta do Citigroup para o governo for adiante, a participação deve ser convertida em ações ordinárias (que dão direito a voto). O Citigroup e vários outros bancos americanos (como o Bank of America, atual líder do ranking) vêm registrando perdas bilionárias em decorrência de sua exposição aos chamados ativos tóxicos, a maioria deles relacionada a hipotecas. No entanto, a situação tem se deteriorado ainda mais por causa da própria crise econômica - teme-se que as instituições tenham pesados prejuízos, por exemplo, com dívidas em cartões de crédito. Especula-se que a base de capital de todo o sistema seja insuficiente para cobrir os rombos. Daí os rumores de estatização. No Brasil, o Citibank deve vender uma fatia de 17% que ainda possui na processadora de cartões de crédito e débito Redecard. A informação foi divulgada pela própria empresa, por meio de um fato relevante enviado sexta-feira à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A venda, que deve ocorrer por meio de oferta pública, pode render, segundo analistas, R$ 2,5 bilhões. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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