Governo dos EUA prepara sanções contra a Líbia

O governo do presidente Barack Obama finaliza sanções unilaterais dos Estados Unidos contra a Líbia, num esforço para pressionar o governo líbio a suspender a violência contra os manifestantes no país, disse hoje o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney. Ele afirmou que os EUA também negociam sanções multilaterais contra a Líbia com outros países, incluindo uma resolução do Conselho de Segurança da ONU que "pode conter embargo a armas, sanções individuais contra autoridades da Líbia e congelamento de ativos".

REGINA CARDEAL, Agência Estado

25 de fevereiro de 2011 | 18h12

O anúncio da Casa Branca foi feito menos de uma hora depois de um avião transportando cidadãos norte-americanos ter deixado o país do norte da África. Outros cidadãos dos EUA foram retirados por ferry boat e as operações da embaixada dos EUA na Líbia foram suspensas, disse Carney.

Ele usou palavras duras quando se referiu ao governo líbio Muamar Kadafi e ao "brutal tratamento" contra a população líbia. Segundo Carney, "a legitimidade de Kadafi aos olhos de seu povo foi reduzida a zero". "Está claro que o coronel Kadafi perdeu a confiança de seu povo", acrescentou. Carney disse que o status quo no país "não é sustentável nem aceitável".

Carney não especificou quais serão as sanções norte-americanas, nem quando serão implementadas, mas disse que os EUA já suspenderam a venda de peças militares para a Líbia.

Antes da violência contra os manifestantes na Líbia nas duas últimas semanas, os EUA tinham relações militares "limitadas" com a Líbia, que tinha concordado em abrir mão de seu programa de armas nucleares e era vista como um aliado dos EUA contra grupos terroristas. Carney disse que estas relações, incluindo as vendas pendentes de "peças militares sobressalentes foram suspensas". As informações são da Dow Jones.

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