Governo dos EUA reconhece violação de privacidade

O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos reconheceu ter violado a Lei de Privacidade, dois anos atrás, ao obter mais dados sobre passageiros de companhias aéreas do que havia anunciado. Há 17 meses, o Escritório de Prestação de Contas do Governo, serviço de auditoria do Congresso, já havia chegado à mesma conclusão: a Administração de Segurança nos Transportes (TSA, na sigla em inglês) do departamento "não esclareceu totalmente o público sobre o uso de informações pessoais em suas advertências do outono de 2004 sobre privacidade, conforme exigido pela Lei de Privacidade".Agora, em relatório publicado nesta sexta-feira, 22, sobre o programa de triagem de passageiros da TSA, o escritório de privacidade do Departamento de segurança Interna reconhece que a lei foi desrespeitada. "A TSA anunciou um programa de testes, mas conduziu outro, inteiramente diferente". O porta-voz da TSA, Christopher White, disse que a administração "já implementou, ou está em vias de implementar, cada uma das recomendações" do escritório de privacidade.O relatório acendeu luzes de alerta no Congresso. "Esta é mais uma documentação da forma displicente com que o governo Bush trata a privacidade dos americanos", disse o senador Patrick Leahy, do Partido Democrata, que deverá assumir o comando do Comitê de Justiça do Senado em janeiro.

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