Governo dos EUA recusa defensor público de suposto terrorista

O governo americano apresentou uma "moção para inabilitar o defensor público" de um dos terroristas acusados de conspirar contra edifícios dos Estados Unidos, informou nesta sexta-feira a Promotoria Federal do distrito sul da Flórida.De acordo com o documento divulgado hoje pela Promotoria, a moção se baseia em um provável conflito de interesses entre o defensor público e seu defendido, Narseal Batiste, suposto cérebro de um complô para atacar edifícios em Chicago, Miami, Los Angeles e Nova York e Washington. Entre os alvos estaria o Sears Tower, o maio prédio dos Estados Unidos.O governo dos EUA afirmou que o escritório do defensor público entra em um "conflito de interesses que coloca em perigo os direitos do acusado". Segundo o documento, o defensor público foi recentemente eleito para representar Sultan Khan Bey, "testemunha que admitiu ter tido algum tipo de conhecimento do complô terrorista, e se mostrou disposto a cooperar contra Batiste".Sultan Khan Bey (Charles Stewart), de 51 anos, é considerado uma testemunha-chave, já que, segundo a Promotoria, "foi gravado em áudio e vídeo em suas reuniões com Batiste durante a conspiração".A testemunha foi detida no início de maio passado sob acusações de posse de armas e depois foi posto em liberdade devido a uma fiança.Após sua detenção, declarou que tinha conhecimento de que alguns "indivíduos" estavam "tramando um complô" contra os Estados Unidos e que "essas pessoas começavam a se transformar em algo sério". Ele acrescentou que "estavam tirando fotografias de edifícios como o Centro de Detenção Federal", em Miami.Narseal Batiste, Patrick Abraham, Stanley Grant Phanor, Naudimar Herrera, Burson Augustin, Lyglenson Lemorin e Rotschild Augustine enfrentam quatro acusações de conspiração com a rede Al-Qaeda, entre eles, "planos para usar explosivos e destruir a Sears Tower em Chicago (Illinois) e os edifícios do FBI" em cinco cidades.Os detidos, aos quais o secretário da Justiça, Alberto Gonzales, qualificou na semana passada de "terroristas autóctones", foram detidos na quinta-feira passada após uma operação em um armazém do bairro de Liberty City, no condado de Miami-Dade.Seis dos sete acusados juraram lealdade à Al-Qaeda em 16 de março deste ano no armazém de Liberty City, durante uma reunião na qual estava presente o suposto "representante" dessa organização, que era um informante dos Estados Unidos.

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