REUTERS/Felipe Caicedo
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Governo e Farc começam a escrever novo acordo com propostas de opositores

Ministro do Interior Juan Fernando Cristo disse que delegações estão avaliando muitas propostas dos diferentes setores políticos e sociais que impulsionaram a votação contra o acordo assinado em setembro

O Estado de S. Paulo

27 de outubro de 2016 | 15h53

BOGOTÁ - O ministro do Interior colombiano, Juan Fernando Cristo, afirmou nesta quinta-feira, 27, que a delegação do governo e das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) estão elaborando em Havana um novo acordo de paz com algumas das propostas dos opositores que votarão pelo "não" ao texto original.

"Está sendo construído um novo acordo de paz com a incorporação de muitas propostas dos diferentes setores políticos e sociais do 'não'", disse Cristo aos jornalistas. O ministro afirmou que o governo tem clareza de que "está renegociando e discutindo modificações e ajustes em todos os pontos da agenda e do acordo pactuado com as Farc".

O governo e as Farc assinaram em 26 de setembro em Cartagena um acordo de paz depois de quase quatro anos de negociações em Havana para acabar com mais de meio século de conflito armado. No entanto, a opção de não apoiar o texto final do acordo ganhou no plebiscito realizado no dia 2 de outubro, por isso o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, convocou os atores envolvidos para tentar conseguir um consenso e fazer fluir o processo com a guerrilha mais antiga da América.

Cristo destacou que o governo está "comprometido a entender a mensagem dos colombianos com o acordo de paz submetido a votação e negado pela maioria". Ele fez parte das conversas com as Farc antes de anunciar o acordo final, e esteve há poucos dias em Havana discutindo as propostas dos setores que votaram pelo "não".

"Precisamos construir um novo acordo no menor tempo possível porque este cessar-fogo bilateral é muito frágil. Teremos um novo acordo de paz definitivo", concluiu. Na segunda-feira passada, o ministro da Defesa, Luis Carlos Villegas, garantiu que o cessar-fogo entre o governo e as Farc não é definitivo porque descumpre com os requisitos para sê-lo. / EFE

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