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Governo e Judiciário disputam forças no Paquistão

A Suprema Corte do Paquistão ordenou hoje que o governo reabra uma série de casos de corrupção no prazo de 24 horas, dentre eles pelo menos dois contra o presidente Asif Ali Zardari. A medida aumenta a tensão entre o governo e o Judiciário, que têm estado em conflito desde que o presidente Zardari foi eleito em 2008.

AE-AP, Agência Estado

29 de março de 2010 | 16h54

"Peguem todas as petições e todos os casos, de A a Z, que devem ser reabertos até amanhã", determinou Mohammad Chaudhry, chefe de Justiça, durante uma audiência no tribunal nesta segunda-feira. "A lei tem de tomar seu curso." O tribunal, no entanto, não esclareceu o que fará se o governo não tomar alguma atitude até amanhã.

Suas declarações foram feitas mais de três meses depois de o tribunal ter decidido que a anistia decretada pelo antecessor de Zardari, o general Pervez Musharraf, foi inconstitucional. A medida abrangeu milhares de casos contra políticos, burocratas e funcionários de partidos em casos iniciados muitas vezes na década de 1990.

Alguns dos casos foram reabertos, mas as ações desta segunda-feira parecem indicar que o Judiciário acredita que o governo não está se esforçando nesse sentido. Um desses casos trata de um pedido do governo às autoridades suíças para que reabram uma investigação de lavagem de dinheiro contra Zardari. Mas o governo afirma que Zardari tem imunidade como presidente e por isso nenhuma atitude foi tomada.

As conturbada relação de Zardari com o Judiciário teve início com sua demora em reinstalar o Chefe de Justiça, que havia sido demitido por Musharraf, medida que aumentou a raiva do povo contra o ex-general e fomentou os protestos contra seu governo. Zardari havia prometido recolocar Chaudhry no cargo assim que assumisse, mas resistiu por seis meses até que foi forçado a cumprir a promessa por protestos liderados pela oposição.

As tensões entre os dois lados têm sido também motivo de preocupação para Washington, que quer que o governo se mantenha concentrado no combate aos militantes do Taleban e da Al-Qaeda que atacam forças dos Estados Unidos e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) em toda a fronteira com o Afeganistão.

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