Governo e oposição assinam acordo na Venezuela

As negociações entre o governo e a oposição foram concluídas com a assinatura de um acordo que abre caminho para uma solução eleitoral da grave crise que afeta a Venezuela. O acordo, que prevê um referendo popular sobre se o mandato do presidente Hugo Chávez deve ser encurtado, foi alcançado depois de seis meses de discussões marcadas por fortes tensões devido à greve e locaute promovidos por 63 dias pela oposição e os violentos distúrbios de rua, que deixaram sete mortos.Chávez, numa mensagem por cadeia de rádio e televisão, classificou hoje o acerto de um "tremendo êxito" e ratificou sua "maior disposição de trabalhar dia a dia para que esse acordo não seja em vão, nem uma mera saudação à bandeira". O presidente estimou que não houve nem vencedores nem vencidos, e frisou que o acordo é a demonstração de que o "país pode, em democracia e em paz, continuar promovendo as transformações absolutamente necessárias".O acordo provocou divergências entre alguns setores da oposição, que o apoiaram "com reservas" por considerar que representa um "risco" para o país, ao não oferecer garantias sobre a realização do referendo.O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos, César Gaviria, disse que o acordo deve suscitar uma "reflexão" entre os venezuelanos, e exortou todos os setores a "ratificá-lo" a fim de que o país siga por um "caminho de paz social" e "respeito à ordem institucional".

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