Carlos Garcia Rawlins/Reuters
Carlos Garcia Rawlins/Reuters

Governo e oposição convocam novas manifestações na Venezuela

Estudantes contrários ao chavismo protestam contra morte de colegas; partidários de Maduro, 'contra o fascismo'

O Estado de S. Paulo,

13 de fevereiro de 2014 | 16h54

CARACAS - O governo da Venezuela convocou nesta quinta-feira,13, manifestações "contra o fascismo" depois da morte de dois estudantes críticos ao chavismo e um militante pró-governo ontem em Caracas. Líderes estudantis também devem voltar às ruas para protestar contra as mortes de seus colegas.

A ministra da Informação Delccy Rodríguez chamou todos os movimentos sociais e o povo para uma marcha em desagravo à violência da oposição. O ato se segue às acusações do presidente Nicolás Maduro, que viu no ato de ontem uma tentativa de golpe contra seu governo. Mais cedo, a Justiça venezuelana emitiu um mandado de prisão contra o líder opositor Leopoldo López, do Partido Vontade Popular.

Os estudantes prometem manter a mobilização, mas líderes da oposição que os apoiam não confirmaram nenhum ato para hoje. "A convocação é para a luta não violenta do povo da Venezuela" escreveu Gaby Arellano, líder estudantil da Universidade de Los Andes.

Caracas amanheceu guardada por um forte esquema de segurança depois de dez dias de pequenos atos ligados à oposição e estudantes universitários.

O líder da oposição Henrique Capriles, que era contra a realização dos protestos, pediu calma. "Há momentos em que a razão deve se sobrepor à emoção. A mudança virá à Venezuela, mas com calma", disse. / REUTERS

 

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