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Governo e oposição do Quênia chegam a acordo, diz Annan

Ex-secretário da ONU confirma que rivais concordam em compartilhar o poder após crise política

DUNCAN MIRI, REUTERS

28 de fevereiro de 2008 | 10h38

O ex-secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) Kofi Annan disse nesta quinta-feira, 28, que o governo e a oposição chegaram a um acordo para compartilhar o poder no Quênia e acabar com a prolongada crise política no país. Annan afirmou que entre as medidas acordadas está a criação do cargo de primeiro-ministro.   Veja também: Entenda o conflito no Quênia  "Chegamos a um entendimento sobre um acordo de coalizão", disse Annan, que atua como mediador, a jornalistas depois de um encontro com o presidente Mwai Kibaki, com o líder oposicionista Raila Odinga e com o chefe da União Africana, Jakaya Kikwete. Segundo o acordo, o primeiro-ministro terá o poder de "coordenar e supervisionar" assuntos governamentais, ou seja, com mais autoridade do que o governo oferecia anteriormente. Porém, ainda não está claro que o premiê terá autoridade executiva que não poderá ser rejeitada pelo presidente. O encontro colocou Odinga e Kibaki em torno da mesma mesa pela primeira vez em um mês. No começo da semana, negociadores de ambas as partes haviam chegado a um impasse. "Tivemos um dia muito construtivo e frutífero e chegamos a um entendimento sobre o acordo da coalizão. Não estou em posição de lhes dizer nada além disso, tudo o que posso dizer é que temos um acordo", disse Annan. Odinga e Kibaki estão sob forte pressão por um acordo. A crise começou no dia 27 de dezembro, quando Kibaki foi reeleito e a oposição o acusou de ter fraudado as eleições, desencadeando conflitos étnico-partidários que mataram cerca de mil pessoas e obrigaram cerca de 300 mil a fugir de suas casas nas semanas seguintes. A oposição ameaçava realizar enormes manifestações nesta quinta-feira, mas as cancelou depois de uma reunião com Annan na quarta. Até o início da crise, o Quênia era considerado um oásis de estabilidade e prosperidade numa das regiões mais turbulentas da África.   Suspensão   Segundo a BBC, na terça-feira, Kofi Annan chegou a anunciar a suspensão das negociações no Quênia, depois de 48 horas de impasse.Na semana passada, os dois lados tinham concordado com a criação do posto de primeiro-ministro, que poderia ser ocupado por Raila Odinga, o que elevou as esperanças de um acordo final em breve.   Mas governo e oposição ainda não tinham determinado quais seriam os poderes do primeiro-ministro.Os Estados Unidos e a União Européia pediram que o governo do Quênia e a oposição encontrem uma solução para a crise, que já dura seis semanas.

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