Governo e oposição iniciam negociações para crise do Quênia

Presidente Mwai Kibaki e oposicionista Raila Odinga não participam da rodada de conversas desta quinta-feira

Efe,

31 de janeiro de 2008 | 06h14

Representantes do governo e da oposição do Quênia começaram nesta quinta-feira, 31, uma série de consultas diretas para buscar uma saída para a crise que o país atravessa desde o fim de dezembro e que causou já mais de 800 mortes, disseram fontes da equipe de mediadores.   Veja também: Entenda o conflito no Quênia    A reunião começou por volta das 10 horas (5 horas de Brasília) com a participação de delegados das duas partes e a mediação do ex-secretário-geral da ONU Kofi Annan, que na terça-feira passada anunciou o início destas conversas.   O diálogo acontece a portas fechadas. Está previsto que seja interrompido por volta do meio-dia (9 horas de Brasília) para um intervalo de cerca de duas horas e que se prolongue até as 17 horas (meio-dia de Brasília).   Nesta fase das negociações não está prevista a presença do presidente queniano, Mwai Kibaki, e do líder da oposição, Raila Odinga, que participaram do lançamento oficial das conversas.   Kibaki viajou nas últimas horas a Adis-Abeba para participar da cúpula semestral da União Africana, que analisará, entre outros temas, a crise política e social que arrasta este país há cerca de um mês.   Odinga reivindica sua vitória nas eleições de 27 de dezembro, cujo vencedor oficial foi Kibaki, no poder desde 2002 e que buscava sua reeleição.   Observadores internacionais questionam os resultados oficiais da apuração, por causa das diversas irregularidades detectadas.   As manifestações políticas e as lutas tribais que aconteceram desde então causaram cerca de 800 mortes, segundo cálculos dos meios de comunicação, embora a oposição sustente que o número de vítimas fatais chegue mil.

Tudo o que sabemos sobre:
QuêniaviolênciaÁfrica

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.