Governo e oposição iniciam segunda rodada de conversas

Reunião tem como mediadores chanceleres do Brasil, Colômbia e Equador, além de núncio apostólico venezuelano

O Estado de S. Paulo,

15 de abril de 2014 | 18h56

(Atualizada às 23h) CARACAS - Em meio a um clima de desconfiança, começou na noite desta terça-feira, 15, a segunda rodada de negociação entre o governo do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e a Mesa da Unidade Democrática (MUD), principal coalizão de oposição. As datas e os prazos para instalar comissões do possível processo de diálogo deveriam ser os principais tópicos do encontro.

Apesar de ter um tom mais técnico do que a reunião da semana passada, na qual Maduro e o principal líder da MUD, Henrique Capriles, expuseram seus argumentos, setores da oposição acreditam que um fracasso nas conversas retomadas nesta terça poderia colocar todo o processo em risco.

"É uma reunião para estabelecer em que medida e como vamos alcançar os objetivos. Se o governo não quiser isso, simplesmente não há diálogo", afirmou à AP Delsa Solórzano, integrante da comissão de relacionamento da oposição.

Facilitadores. "Confiamos na vontade efetiva de todos para alcançar a paz na Venezuela", escreveu o chanceler equatoriano, Ricardo Patiño, em sua conta no Twitter antes de embarcar para Caracas.

Os chanceleres do Brasil, Luiz Alberto Figueiredo, e da Colômbia, María Angela Holguín, além do núncio apostólico da Venezuela, monsenhor Aldo Giordano, seriam os mediadores da reunião. / AP e EFE

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