. EFE/Orlando Barr
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Governo e oposição venezuelanos formam grupo de países para auxiliar negociação

México, Chile, Bolívia e Nicarágua acompanharam conversas entre chavismo e a MUD em Santo Domingo, na República Dominicana

O Estado de S.Paulo

15 Setembro 2017 | 12h16

SANTO DOMINGO - O governo e a oposição da Venezuela acertaram na quinta-feira,15,  a formação de um grupo de países amigos para uma futura negociação que acabe com a grave crise política, informou o presidente da República Dominicana, Danilo Medina.

"Avançamos na definição de uma agenda dos grandes problemas da Venezuela. Ficou acertada uma comissão de países amigos que será agregada à comissão de acompanhamento integrada por México, Chile, Bolívia e Nicarágua", disse Medina aos jornalistas em Santo Domingo.

Medina declarou ainda que "é muito provável que nos próximos dias se anunciem mais dois países" para acompanhar as negociações.

O presidente anunciou que as próximas reuniões com os delegados do governo de Nicolás Maduro e da coalizão opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD) acontecerão no dia 27 de setembro, também na República Dominicana. 

"No dia 27 se reúnem de novo aqui na República Dominicana, no que pode ser a terceira reunião exploratória", apontou.

O delegado chavista Jorge Rodríguez disse a jornalistas que também decidiu não fazer nada publicamente até que "esteja completamente acordado". 

"Esta foi a oportunidade em que de maneira mais firme e mais clara nos aproximamos de um acordo", afirmou.

A MUD, por sua vez, assegurou em um comunicado que são seis os países que ajudarão a "garantir o eventual processo de negociação e seu cumprimento", sem detalhar quais seriam os outros dois países. 

Informou, ainda, que foi estabelecido um cronograma de implementação de acordos, "com garantias e acompanhamento internacional".  Todas as negociações, acrescentou a coalizão, serão realizadas em "um país neutro".

Entre as demandas apresentadas pela MUD estão a renovação do poder eleitoral, "o estabelecimento de um cronograma eleitoral com garantias de transparência, sem desabilitá-los, com datas precisas, incluindo a eleição presidencial, e uma qualificada observação internacional".

Também pede a libertação de opositores presos e a atenção à "emergência humanitária do país", entre outros pontos.

Os enviados do governo e a oposição se reuniram nesta quarta e quinta-feira na chancelaria da República Dominicana com a mediação de Medina e do ex-chefe do governo espanhol José Luis Rodríguez Zapatero, para tentar estabelecer as bases de um diálogo que contribua para superar a crise venezuelana. /AFP

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