Governo e rebeldes cometem abusos na Líbia, diz Anistia

Forças pró-Kadafi violentaram crianças ao mesmo tempo em que rebeldes líbios abusaram de menores de idade e estão mantendo imigrantes na prisão, denunciou na noite desta quinta-feira o grupo de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional.

Agência Estado

25 de agosto de 2011 | 21h58

A Anistia Internacional, com sede em Londres, informou hoje ter compilado depoimentos de prisioneiros e sobreviventes do conflito em Trípoli, onde forças rebeldes lutam com os remanescentes das forças leais ao coronel Muamar Kadafi pelo controle da capital líbia.

Segundo a Anistia, sua delegação encontrou evidências de casos de violência sexual cometidos contra prisioneiros mantidos na penitenciária de Abu Salim, controle pelas forças de Kadafi. Dois garotos disseram a companheiros de cela que haviam sido violentados várias vezes por um mesmo guarda.

Já entre os rebeldes, apesar das promessas do Conselho Nacional de Transição (CNT) de que suas forças não cometeriam os mesmos abusos do regime de Kadafi, observadores encontraram uma cela com 125 pessoas amontoadas de forma que não havia espaço para que se movimentassem.

Vários desses detentos mantidos pela oposição a Kadafi afirmaram ser imigrantes, e não combatentes. Esses prisioneiros, a maior parte oriunda de outros países africanos, disseram que foram presos pelos rebeldes pelo simples fato de serem negros.

Nenhum dos lados em conflito se pronunciou até o momento sobre as denúncias da Anistia Internacional. As informações são da Associated Press.

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