Governo eleito pede que Roh não decida sobre Coréia do Norte

Equipe de Lee não pretende manter qualquer tipo de negociação até a desativação de arsenal nuclear

Efe

30 de dezembro de 2007 | 02h09

A equipe de transição do presidente eleito da Coréia do Sul, Lee Myung-bak, pediu neste domingo ao Governo de Roh Moo-hyun que não realize reuniões com a Coréia do Norte, informou a agência local "Yonhap". O futuro presidente da Coréia do Sul tem uma postura mais dura em relação ao regime de Pyongyang que a de Roh, e não pretende manter qualquer tipo de negociação até que seus vizinhos do norte desativem seu arsenal nuclear. A advertência do futuro Governo sul-coreano foi transmitida hoje por Park Jin, responsável de Segurança e Assuntos Exteriores da equipe de transição, um dia antes do término do prazo para que a Coréia do Norte declare totalmente seus programas nucleares e desabilite seu principal reator. "Seguiremos o princípio de que o desarmamento nuclear do Norte é o fator mais importante e examinaremos de perto os acordos feitos nas reuniões realizadas após a cúpula intercoreana" presidencial de outubro, disse Park. Neste sábado ocorreu uma reunião entre as duas Coréias para discutir a futura zona de paz no Mar Ocidental, mais um entre os vários encontros realizados após a histórica cúpula do começo de outubro em Pyongyang entre Roh e o líder norte-coreano, Kim Jong-il. "O Governo que está deixando o poder deve se conter e não fazer coisas que poderiam limitar ou causar uma carga à administração que vai entrar", manifestou hoje esse responsável da equipe de transição. No começo deste ano, a Coréia do Norte tinha se comprometido com Coréia do Sul, Estados Unidos, Japão, China e Rússia a desmantelar suas usinas nucleares e declarar todo o seu programa nuclear antes de 31 de dezembro, em troca de ajudas energéticas. No entanto, existem poucas perspectivas de que isso aconteça antes desta segunda-feira, segundo o Governo sul-coreano, e acredita-se que o principal obstáculo é a declaração nuclear e especialmente determinar a existência de um programa de enriquecimento de urânio na Coréia do Norte.

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