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Governo espanhol chama embaixador em Caracas para consultas

Medida diplomática foi tomada em razão de declarações de Maduro e após Assembleia venezuelana declarar ex-premiê espanhol Felipe González 'persona non grata'

O Estado de S. Paulo

22 de abril de 2015 | 09h35

MADRI - O ministro das Relações Exteriores da Espanha, José Manuel García-Margallo, anunciou nesta quarta-feira, 22, que chamou para consultas o embaixador espanhol em Caracas, Antonio Pérez Hernández, em razão das ultimas declarações do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e da decisão da Assembleia venezuelana de declarar o ex-premiê espanhol Felipe González "persona non grata".

Maduro, que acusou o governo espanhol de "apoiar o terrorismo" no país, assim como de fazer parte de uma "conspiração internacional" para derrubá-lo, anunciou que prepara uma resposta "muito contundente" contra Madri.


"Os qualificativos que as autoridades utilizam são absolutamente intoleráveis e levando em conta o grau de irritação verbal de Maduro decidi convocar para consultas o embaixador em Caracas", disse García-Margallo.

O ministro afirmou que a "escalada verbal" na Venezuela "aumenta conforme aumentam as dificuldades pelas quais atravessa o povo" do país, e acrescentou que "o próprio Congresso, o governo e agora Felipe González" foram atingidos.

O chanceler disse que a Espanha sempre se movimentou dentro da legalidade internacional, cortesia e institucionalidade e lembrou que no último Conselho das Relações Exteriores da União Europeia falou sobre a América Latina e em especial da Venezuela.

O ministro ressaltou na ocasião a preocupação do governo espanhol com a Venezuela, onde vivem 500 mil cidadãos de origem europeia e 45% dos investimentos estrangeiros são europeus.

As relações entre Espanha e Venezuela viveram no último ano diversos momentos de tensão, após a Espanha pedir a liberdade para os opositores detidos no país de Maduro. Na semana passada, o governo espanhol já havia chamado para consultas o embaixador venezuelano em Madri. / EFE

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