Cesar Manso/AFP
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Governo espanhol descarta obrigatoriedade da vacina contra a covid-19

Ministro da saúde disse que imposição não será necessária porque país espera alto nível de adesão da população

Redação, O Estado de S.Paulo

21 de novembro de 2020 | 10h45

MADRI - O ministro espanhol da saúde informou neste sábado, 21, que por enquanto descarta tornar obrigatória a vacina contra a covid-19, que o governo planeja começar a administrar em janeiro com o objetivo de imunizar uma grande parcela da população no primeiro semestre de 2021.

"Os especialistas nos recomendam que não é conveniente que seja obrigatório, que isso poderia inclusive ser contraproducente. Em nosso país já existe uma boa tradição de vacinação", indicou Salvador Illa durante uma entrevista à rádio Rac1.

"Embora legalmente poderíamos, pensamos que não é conveniente torná-la obrigatória. Simplesmente explicando bem, estamos seguros de que haverá um nível de resposta alto", acrescentou.

O executivo espanhol apresentará na terça-feira um plano para vacinar "uma parte muito substancial da população" no primeiro semestre de 2021, anunciou na sexta-feira, 20, o chefe do governo, o socialista Pedro Sánchez.

Illa acrescentou neste sábado que o governo pretende iniciar o processo de vacinação em janeiro e, embora não queira se aventurar a dar porcentagens concretas, mencionou o número de "30 milhões de cidadãos" vacinados, o que representaria cerca de 70% da população espanhola.

A vacinação em massa permitiria iniciar uma "etapa distinta" na Espanha, um dos países europeus mais castigados sanitária e economicamente pela pandemia, com mais de 42.600 mortos, segundo dados oficiais, e um retrocesso do PIB de 12,8% previsto para este ano, de acordo com o FMI. /AFP

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