Governo espanhol injeta ? 8 bi em obras municipais

Se a construção civil foi o motor do crescimento econômico dos últimos anos na Espanha, o governo tenta religá-lo, com a distribuição de ? 8 bilhões (R$ 23,28 bilhões) para as prefeituras do país executarem obras. O governo estima que o programa vá gerar 300 mil empregos. Além disso, foi ampliado em ? 3 bilhões (R$ 8,73 bilhões) o orçamento dos ministérios, para que eles possam também investir em obras públicas. A estatal Ineco, maior empresa de consultoria em engenharia do país, que projeta ferrovias e aeroportos, recebeu ordem do Ministério do Fomento de ?correr com os projetos?. Sua receita, que foi de ? 270 milhões em 2008, deve aumentar 5% este ano.

LOURIVAL SANT'ANNA, Agencia Estado

12 de abril de 2009 | 09h43

Mas a estratégia está longe de ser uma unanimidade. O economista Alfredo Arahuetes, da Universidade Pontifícia Comillas, duvida do alcance das medidas. ?Vai afetar um número muito reduzido de pessoas, ligadas à construção civil?, diz o economista. ?Mas a crise se espalhou pelos outros setores importantes da economia, como a indústria automobilística, eletrodomésticos, imobiliárias e todos os serviços ligados a essas atividades. Não houve destruição de empregos só em alguns setores. Foi por isso que o desemprego cresceu tão rápido.?

Arahuetes acha que o governo deveria reduzir os encargos trabalhistas e os custos de demissão para incentivar as empresas a contratar por tempo indefinido. Ele defende medidas orientadas para segmentos mais vulneráveis, como jovens e idosos. O governo também procura reestimular a atividade econômica com um aporte de ? 47 bilhões para o Instituto de Crédito Oficial (ICO) emprestar para pequenas e médias empresas e para famílias com a renda mais comprometida. Segundo funcionários da equipe econômica, é o maior orçamento da história do ICO, que antes fornecia créditos apenas para investimentos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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