Governo está preocupado com política dos EUA para Amazônia

O governo brasileiro está preocupado com a política dos Estados Unidos para a Colômbia e para a região amazônica. O conteúdo de comunicados trocados entre a embaixada do Brasil em Washington e Brasília nas últimas semanas mostra que a diplomacia teme que o combate contra as drogas se torne um tema que legitime os Estados Unidos a ampliar sua presença militar na região no futuro.A preocupação, segundo fontes do Itamaraty, vem de informações obtidas por diplomatas brasileiros sobre a posição de alguns dos principais generais norte-americanos em relação ao que deve ser feito em "países problemas", como a Colômbia.A nova política de defesa dos Estados Unidos diz que o governo de Washington deve estar disposto a tomar ações de "precaução" antes que os interesses norte-americanos sejam ameaçados. Essas medidas poderiam incluir até mesmo o uso de força militar.De fato, a idéia de ações de precaução faz parte da nova estratégia de defesa lançada há poucos meses pelo presidente George W. Bush. O plano ainda inclui a Colômbia e o problema das drogas como alguns dos focos de atenção do governo no que se refere à defesa no mundo.Oficialmente, o chanceler Celso Amorim se recusa a comentar a política de ajuda dos Estados Unidos para o governo da Colômbia e as repercussões que o Plano Colômbia poderia ter para a região. Mas o ministro não esconde que acredita que a única possibilidade de finalizar a guerra colombiana de mais de 40 anos será a negociação de uma solução pacífica entre as partes.TerrorismoOutro ponto que vem deixando os diplomatas brasileiros preocupados é a existência, entre os militares norte-americanos, da avaliação de que a guerra contra o terrorismo somente poderá ser vencida quando todas as regiões do mundo, sem exceção, estiverem monitoradas.Uma das políticas norte-americanas, portanto, seria a de ficar de olho em regiões pouco habitadas e que seriam locais que serviriam de santuário para terroristas. Na América do Sul, uma dessas regiões que teriam que ser monitoradas de perto seria a Amazônia.

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