Governo exilado diz que 130 foram mortos no Tibete

Autoridades elevam número de vítimas e lembram que o dalai-lama pediu solução "pacífica" para o conflito

Reuters e Efe,

24 de março de 2008 | 08h30

O governo do Tibete no exílio aumentou para 130 o número de mortes confirmadas no conflito entre policiais chineses e manifestantes tibetanos, disse um porta-voz na segunda-feira, 24. Pelo menos 80 deles foram mortos na cidade de Lhasa e os outros em províncias chinesas com forte presença tibetana.  Veja também: Protestos roubam a cena na cerimônia da tocha olímpica  Entenda os protestos no Tibete "São 130, principalmente das regiões leste e nordeste do Tibete", disse Thubten Samphel, porta-voz do governo em exílio. Ele afirmou ainda que "a polícia chinesa continua fazendo uso da violência" e lembrou que o dalai-lama, o líder tibetano, fez uma chamada para resolver a situação de forma "pacífica". Samphel disse que o número de vítimas na capital tibetana continua em 80, segundo suas fontes, e que os outros foram registrados entre o "Tibete oriental e nordeste", em alusão às regiões tibetanas das províncias chinesas de Gansu e Sichuan. Pelo menos 19 delas morreram baleadas pela Polícia em Gansu, segundo a informação do governo tibetano no exílio. A China informa que o número de mortos em Lhasa por causa dos distúrbios foi de 19, mas reconheceu que a polícia atirou contra manifestantes na província de Sichuan. Samphel apelou à "moderação" para que "a situação se acalme", mas insistiu em que "tudo depende das autoridades chinesas". Enquanto isso, os protestos de tibetanos no exílio continuam na Índia. Cerca de 400 manifestantes chegaram nesta segunda ao posto de Rangpo, no nordeste da Índia, para tentar entrar na região de Sikkim, de onde devem atravessar a fronteira para o Tibete a fim de se solidarizar com seus compatriotas. Segundo uma fonte policial citada pela agência PTI, foi ativado um forte dispositivo de agentes para impedir que os manifestantes entrem em Sikkim.

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