Governo faz apelo para que outros Estados não recebam líder espiritual

O ministro das Relações Exteriores da China, Yang Jiechi, acusou anteontem o dalai-lama de separatismo e fez um apelo a outros países para que não permitam que o líder tibetano use seus territórios para propagar suas posições. "O lado do dalai-lama ainda insiste em estabelecer o chamado Grande Tibete em um quarto do território chinês. Eles querem a retirada das Forças Armadas chinesas do território chinês e pedem que os não-tibetanos sejam realocados (em outras áreas), pessoas que passaram suas vidas naquela parte do território chinês. Vocês chamam essa pessoa de uma figura religiosa?", perguntou o ministro em entrevista coletiva.O dalai-lama considera que o Tibete não se restringe à província com este nome localizada no extremo sudoeste chinês. Para ele, a região engloba todo o platô tibetano e outras áreas habitadas por tibetanos e inclui Tibete, Qinhai e parte de Sichuan, Xinjiang, Gansu e Yunnan.No ano passado, o governo chinês cancelou a reunião de cúpula que teria com a União Europeia em protesto contra o fato de o presidente francês, Nicolas Sarkozy, ter se reunido com o dalai-lama."Ao desenvolver relações com a China, outras nações não deveriam permitir que o dalai-lama visite seus países e não deveriam permitir que seus territórios sejam utilizados pelo dalai-lama para promover atividades separatistas pela independência do Tibete", afirmou Yang."Será que França, Alemanha ou outros países aceitariam que um quarto de seu território fosse separado do país? Por favor, lembrem-se de que a China sempre foi a favor da reunificação da Alemanha."

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