Governo faz reunião de emergência para discutir morte de general

A morte do general Urano Teixeira da Matta Bacellar, que comandava a missão de paz da Organização das Nações Unidas (ONU), no Haiti, levou o governo brasileiro a convocar uma reunião de emergência para o início da noite deste sábado, no Itamaraty. O objetivo do governo é avaliar as conseqüências da morte do general brasileiro que chefiava a missão de paz. Interinamente, assumiu o comando da missão o general chileno Eduardo Aldunate.Antes da reunião de emergência, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, conversou, por telefone, com o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, e com o chanceler chileno, Ignácio Walker. Segundo informações obtidas no Itamaraty, ainda antes do encontro de autoridades militares e diplomáticas, Amorim iria telefonar para a secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice.Além de Celso Amorim, que estava no Rio de Janeiro, estavam retornando à Brasília para participar do encontro no Itamaraty, o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Jorge Armando Félix, e o Comandante do Exército, general Francisco Albuquerque. O vice-presidente e ministro da Defesa, José Alencar, também participará da reunião.Algumas providências, no entanto, já estavam sendo tomadas pelo governo brasileiro, como o embarque para Porto Príncipe, do chefe do departamento da América do Norte do Itamaraty, Gonçalo Mello Mourão, previsto para a noite deste sábado. Um avião Hércules da Força Aérea Brasileira (FAB) também já está pronto para decolar para resgatar o corpo do general brasileiro, a qualquer momento.Outra decisão que estava sendo tomada pelas autoridades brasileiras era de enviar para Porto Príncipe uma equipe de legistas brasileiros e técnicos de balística. Como ainda há dúvidas sobre as causas da morte o governo brasileiro entende que poderá contribuir com as investigações. Mas os primeiros exames já estavam sendo realizados em Porto Príncipe, no hospital controlado pela Argentina, para onde o corpo foi levado.Apesar de as informações iniciais ser de que as investigações levariam 30 dias, a expectativa é de esses prazos sejam antecipados pela grande repercussão que o caso terá. A ONU será a responsável pela investigação e o Exército apenas irá colaborar com o que for pedido. Uma das primeiras hipóteses a ser investigada pela ONU é de suicídio. Mas, de acordo com autoridades brasileiras ouvidas, nenhuma possibilidade será descartada, ainda mais levando-se em conta a crítica situação política existente no País, com muita instabilidade.

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