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Governo filipino adia negociações com rebeldes do FMLI

Fundado em 1978, o FMLI é a maior organização separatista do país, com mais de 12 mil ativistas

EFE

02 de dezembro de 2007 | 02h09

O Governo filipino adiou de forma indefinida o reatamento das negociações de paz com a Frente Moro de Libertação Islâmica (FMLI), informaram neste domingo fontes oficiais. As duas delegações tinham previsto iniciar uma nova rodada de negociações no dia 4 de dezembro em Kuala Lumpur, a capital da Malásia, cujo governo atua como mediador. O chefe negociador do FMLI, Mohager Iqbal, assinalou em comunicado que foi avisado pelo Governo do adiamento, embora não tenha explicado o motivo ou sugerido a data na qual as conversas serão retomadas. Na última rodada de negociações, realizada em meados de novembro, as duas partes alcançaram um acordo sobre os limites territoriais dos domínios que o grupo rebelde reivindica na ilha de Mindanao. O acordo sobre as demarcações abre a via, após décadas de conflito armado, a um acordo de paz, que em princípio, as duas partes acreditam que pode ficar selado no próximo ano. Fundado em 1978, o FMLI é a maior organização separatista das Filipinas, com mais de 12 mil ativistas, muitos deles que também seguem perpetrando atentados e combatendo o Exército, apesar do cessar-fogo vigente desde 2003. Quase 40 anos de guerra contra as tropas governamentais deixaram 120 mil mortos e cerca de dois milhões de deslocados em uma das áreas mais pobres do país.

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