AP Photo/Bullit Marquez
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Governo filipino anuncia fim da batalha em cidade tomada por extremistas

Ministro da Defesa, Delfin Lorenzana, diz que últimos combatentes do Estado Islâmico na cidade de Marawi, no sul do arquipélago, foram mortos pelas forças armadas do país; mais de 1 mil pessoas morreram e 400 mil deixaram a região nos 5 meses de combate

O Estado de S.Paulo

23 Outubro 2017 | 12h49

MANILA - O governo das Filipinas anunciou nesta segunda-feira, 23, o fim da batalha contra o grupo Estado Islâmico (EI) na cidade de Marawi, no sul do arquipélago, onde mais de 1 mil pessoas morreram em cinco meses.

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"Estamos anunciando o fim de todas as operações em Marawi", afirmou o secretário de Defesa, Delfin Lorenzana, à margem da reunião sobre segurança em Clark, cidade do norte das Filipinas.

Lorenzana disse que não há mais combatentes, conhecidos por integrar o grupo de Maute, que ofereceu resistência às forças filipinas, depois de uma violenta batalha final, durante a qual foram recuperados 42 corpos.

"Foram os últimos combatentes de Maute, que estavam entrincheirados em um prédio. Aconteceu um tiroteio e acabamos com eles", disse. "(Matamos) todos os terroristas que lutavam contra os militares e todos os reféns foram resgatados", completou.

No dia 23 de maio, centenas de combatentes que haviam jurado lealdade ao EI assumiram o controle de bairros inteiros de Malawi e utilizaram os civis como escudos humanos.

O presidente filipino, Rodrigo Duterte, havia anunciado na terça-feira passada a libertação de Marawi da "influência dos terroristas", apesar de os combates prosseguirem. O anúncio aconteceu após a morte do líder do EI no sudeste asiático, Isnilon Hapilon.

Hapilon estava na lista de "terroristas mais procurados". Duterte e os analistas internacionais o consideravam o "emir" regional do EI e o principal líder do grupo extremista para tentar instaurar um "califado" na região.

Os confrontos explodiram depois de uma operação para capturar Hapilon, procurado há muitos anos, primeiro como líder do Abu Sayyaf, grupo extremista especializado em sequestros, e depois como chefe regional do EI. A operação foi um fracasso e provocou a ofensiva dos extremistas em Marawi.

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Os esforços agora se centrarão em inspecionar "casa por casa" a região em ruínas que esteve controlada pelo Maute para detectar possíveis terroristas escondidos e desativar explosivos que estes possam ter deixado para trás, informou Padilla.

O próximo passo é iniciar os trabalhos de reconstrução e organizar o retorno dos aproximadamente 400 mil deslocados devido ao conflito a Marawi - uma cidade de cerca de 200 mil habitantes - e arredores. / AFP e EFE

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