Governo filipino declara "estado de rebelião"

O governo das Filipinas declarou "estado de rebelião" e ordenou a prisão de vários integrantes da oposição nesta terça-feira, depois que um confronto entre a polícia e manifestantes pró-Joseph Estrada provocaram a morte de quatro pessoas."Essa não é uma manifestação. Isso é uma rebelião", disse o porta-voz do governo, Rigoberto Tiglao. "Eu gostaria de garantir ao público que as Forças Armadas das Filipinas e Polícia Nacional das Filipinas estão prontas para conter esta rebelião."Herando Perez, secretário de Justiça filipino, ordenou a prisão de pelo menos 11 figuras importantes da oposição ao governo da presidente Gloria Macapagal Arroyo, entre eles os senadores Gringo Honasan e Juan Ponce Enrile. O porta-voz do ex-presidente Joseph Estrada, Ernesto Maceda e o ex-chefe da Polícia Nacional das Filipinas, Panfilo Lacson também tiveram a prisão decretada.O coronel Reinado Berroya, chefe de inteligência da polícia, disse que as prisões estão relacionadas com os protestos, mas não especificou quais as acusações lançadas contra os oposicionistas.No começo desta terça-feira, forças de segurança usaram tiros de advertência, bombas de gás lacrimogêneo e canhões de água para conter os manifestantes que apóiam o ex-presidente Joseph Estrada, que rumavam ao palácio do governo para pedir a renúncia da presidente Gloria Macapagal Arroyo. Pelo menos quatro pessoas morreram nos confrontos.As manifestações nas Filipinas se intensificaram após a prisão do ex-presidente Joseph Estrada, 64 anos, na quarta-feira, sob suspeita de pilhar a economia quando exercia o cargo. Ele é o primeiro presidente das Filipinas a acabar na prisão por denúncias de corrupção. Estrada nega qualquer impropriedade e deve comparecer a um tribunal para ser formalmente acusado em 27 de junho.Pouco depois da prisão de Estrada, seus seguidores, a maioria de baixa renda, começaram a se concentrar junto a um monumento em homenagem à revolta do "poder do povo" de 1986 nas proximidades do quartel-general da Polícia Nacional, onde o ex-presidente está encarcerado.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.