Governo filipino e rebeldes têm acordo preliminar de paz

O presidente das Filipinas, Benigno Aquino III, anunciou neste domingo que seu governo chegou a um acordo preliminar de paz com o maior grupo rebelde muçulmano do país, um importante avanço na direção do fim da insurgência, que já dura décadas.

AE, Agência Estado

07 de outubro de 2012 | 14h09

Aquino afirmou que um "acordo geral", um roteiro para a implementação de uma região autônoma para a minoria muçulmana no país predominantemente católico, foi a garantia de que a Frente Moro de Libertação Islâmica não teria mais como objetivo separar a região ocupada pelo grupo do restante do país.

O acordo, que deve ser assinado em 15 de outubro em Manila, traz princípios gerais sobre as principais questões exigidas pela Frente Moro, dentre elas dimensão de poder, fontes de renda e o território da região muçulmana. Se tudo der certo, o acordo final será alcançado até 2016, quando termina o mandato de seis anos de Aquino.

"Este acordo geral abre caminho para a paz final e duradoura em Mindanao", afirmou o presidente, referindo-se à região ao sul das Filipinas e terra natal dos muçulmanos do país. Ele lembrou, porém, que "o trabalho não acaba aqui" e que os dois lados ainda têm de cuidar dos detalhes. A expectativa é que essas negociações sejam difíceis, mas factíveis, afirmam representantes do governo e dos rebeldes. As informações são da Associated Press.

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